O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes prados ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o vale escuro,
nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça,
e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me
por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
(Salmo 22/23 atribuído ao Rei Davi)
"Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos." (Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Coragem
Eu devia estar contente, mas agradeço por tudo, então esqueço a hora de dormir, e vejo as horas passando e me sinto culpada e com medo.Coragem, pois vejo que não somos tão loucos, e estamos no mesmo por do sol, iremos/irei conseguir atravessar essa inacabavel ponte.
Meu pé já não cabe mais no sapato, então não ando mais do jeito que eu gosto pois vejo que nada acabou e giro no ar, e tento sempre que posso, mas hoje me sinto menos gente, e quem vai chorar ? Nesse dia qualquer e em que nada penso nessa noite parada, e um dia tudo se acaba mesmo me esforçando pra fazer coisas normais e aqui ficarei, com certeza sim ficarei pois esse é um caminho que escolhi inconcientemente, mas não tenho pra onde ir.
Aqui estou escrevendo, enlouquecendo, bebendo, e sem partir, e tenho os segredos da vida, e não entendo muita gente, e nem me conheço, e meus objetivos desconhecem todos os conceitos e tudo parece virar uma piada, mas não é , e me decepciono, mas não foi fácil já não é tão facil e não tenho paciência pra que seja fácil, e aproveito a solidão das noites profanas e quentes pra ficar aqui mais uma vez esperando o tempo passar e a pensar, sem nenhum amigo, nesse silêncio remoto e sabendo que tudo se acaba algum dia, de alguma maneira subita e persebemos agora que não temos primavera nem outono.
As vezes parece índio comigo mesmo, e não vejo pássaros, nem o caminho certo e acendo um cigarro... pois nem fumo então, mas minha vida precisa desse cigarro, mas não consigo consertar o que realmente não pode ser consertado.
Meu pé já não cabe mais no sapato, então não ando mais do jeito que eu gosto pois vejo que nada acabou e giro no ar, e tento sempre que posso, mas hoje me sinto menos gente, e quem vai chorar ? Nesse dia qualquer e em que nada penso nessa noite parada, e um dia tudo se acaba mesmo me esforçando pra fazer coisas normais e aqui ficarei, com certeza sim ficarei pois esse é um caminho que escolhi inconcientemente, mas não tenho pra onde ir.
Aqui estou escrevendo, enlouquecendo, bebendo, e sem partir, e tenho os segredos da vida, e não entendo muita gente, e nem me conheço, e meus objetivos desconhecem todos os conceitos e tudo parece virar uma piada, mas não é , e me decepciono, mas não foi fácil já não é tão facil e não tenho paciência pra que seja fácil, e aproveito a solidão das noites profanas e quentes pra ficar aqui mais uma vez esperando o tempo passar e a pensar, sem nenhum amigo, nesse silêncio remoto e sabendo que tudo se acaba algum dia, de alguma maneira subita e persebemos agora que não temos primavera nem outono.
As vezes parece índio comigo mesmo, e não vejo pássaros, nem o caminho certo e acendo um cigarro... pois nem fumo então, mas minha vida precisa desse cigarro, mas não consigo consertar o que realmente não pode ser consertado.
O guardador de rebanhos
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Fernando Pessoa
Noturno Oprimido
água cai na caixa com uma força,
com uma dor! A casa não dorme, estupefata.
Os móveis continuam prisioneiros
de sua matéria pobre, mas a água parte-se,
a água protesta. Ela molha toda a noite
com sua queixa feroz, seu alarido.
E sobre nossos corpos se avoluma
o lago negro de não sei que infusão.
Mas não é o medo da morte do afogado,
o horror da água batendo nos espelhos,
indo até os cofres, os livros, as gargantas.
É o sentimento de uma coisa selvagem,
sinistra, irreparável, lamentosa.
Oh vamos nos precipitar no rio espesso
que derrubou a última parede
entre os sapatos, as cruzes e os peixes cegos do tempo.
com uma dor! A casa não dorme, estupefata.
Os móveis continuam prisioneiros
de sua matéria pobre, mas a água parte-se,
a água protesta. Ela molha toda a noite
com sua queixa feroz, seu alarido.
E sobre nossos corpos se avoluma
o lago negro de não sei que infusão.
Mas não é o medo da morte do afogado,
o horror da água batendo nos espelhos,
indo até os cofres, os livros, as gargantas.
É o sentimento de uma coisa selvagem,
sinistra, irreparável, lamentosa.
Oh vamos nos precipitar no rio espesso
que derrubou a última parede
entre os sapatos, as cruzes e os peixes cegos do tempo.
domingo, 28 de novembro de 2010
A beleza da noite
A escuridão da noite é falsa, uma ilusão. E é fascinante. A toda hora meu olhar desvia para o infinito, passeia pelas estrelas, leva junto minha mente. Lembro, como sempre, da tristeza que senti ao ler artigo de astrônomos americanos, canadenses e europeus dizendo que mais de 90% das pessoas que vivem na América do Norte e Europa já não enxergam as estrelas. Esse manto de luz e beleza que olho agora é privilégio dos povos pobres. Como a vida pode ser pobre e limitada mesmo nas mais feéricas cidades!
Caminhar à noite amedronta um pouco, sim. Ainda hoje, homem barbado de há muito. Sempre irá amedrontar. Medos antigos a gente não esquece e nem perde. Quando muito, aprendemos a conviver com eles e a seguir em frente. O medo do escuro é antigo e está inserido em nosso código genético, tão grande é sua força e persistência.
“Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.”
Fernando Pessoa
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Os Sonhos

Não deixe os sonhos continuarem sendo apenas sonhos, e envelhecer no seu pensamento, assim como o seu espírito envelhece a cada dia,pois entregue seus sentimentos e abrace com muita fé, e não chore ou então chore, não se renuncie, e não separe as suas vitores nem os fracassos.
É sim, a vida por mais complexa que seja é simples sim; e não repare pois ela continua pois não pare, siga em frente e o tempo não pára...
Sonho nunca é demais, se renda, pois nada mudou, mas tudo parece diferente, pois é verdade que o pra sempre ,sempre acaba ?
Estou bem, mesmo com vários motivos pra não estar, pois não penso em parar, tenho uma montanha pra escalar.
Não durma, nao se vá,senão nada será, o coração é seu e ele sabe o que quer. Faça planos e vá bem distante ultrapasse todos os limites
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