quinta-feira, 31 de março de 2016

Dois em Um

Desconcertados
Anseio do encontro
Na expectativa de seguir
Mesmo podendo sair ferido
Ser o que se é


Colo que acolhe
Sussurros
Não deixe seus olhos fugir
Se te interessas
Fica
Na doçura do vento
Minha alma corre a frente
Retornemos

Detenha-se ao olhar o redor
Apanhando nossas coisas e subamos mais uma vez
Junto ao meus passos seu perfume me invade
Na noite serena e celeste vemos a lua nova
Escutando sem pressa, juras de coração
Ao cintilar das estrelas
Expressa o desejo
Recurso da palavra
Conquistador é aquele que sabe amar.



Keila Cristina
31/03/2016











segunda-feira, 21 de março de 2016

Permita-se




Os olhos não mentem
É preciso força e coragem pra se chegar
A fé a gente deposita
De um lado se faz saudade
Do outro os quatros elementos de tudo
O tempo  não deixa voltar
A força faz navegar
E o amanhã surge em nós
Calcule seu valor e encontre virtudes
E descobrirá quem és tu
Livra dos pesos
Desfaz as malas
Olhos que vêem coisas insólitas
O amor voa até o firmamento
Os mistérios e suas maravilhas
O buscador  vai a própria mina
Não detenha a olhar o redor
O céu é profundo
Reino da pura substância
Nossa caravana tem a glória do mundo
Refletida pelo brilho dos pensamentos
Mude o que sentes e terás a paisagem.



Keila Cristina
21.03.2016
15:54















quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Elo



Com muitos sorrisos, Alejandro e Perla, viviam na zona rural. Ar pueril cheio de inocência, conheceram-se ainda na infância, traçando a pureza num laço de amizade. As brincadeiras como esconde esconde, tinha um significado muito mais do que o simples brincar.

O banho de cachoeira, o nado no rio, e a essência do coração faziam esquecer o tempo, e entre esse e outros motivos suas mães não queriam de maneira alguma essa amizade.

Só que, com o passar dos anos, tudo se tornou mais firme e intenso, aprendendo cedo  o significado da cumplicidade. Ficaram adultos, e as brincadeiras de criança resultaram em noites de amor, sob a luz da lua, som da cachoeira e barulho dos pássaros. Não se importavam se tinham dias repetidos, por que olhando bem, parecia ser dias repetidos, só que tinham a virtude de enxergar a delicadeza e as infinitas pequenas mudanças e a eterna novidade do mundo. Era apenas o véu enganador da rotina, que após descoberto, cobria novamente a cada dia. Pois é preciso olhar bem pra entender. Nada era mais importante do que o que sentiam e acreditava muito bem nisso.

Mas, a promessa de aconteça o que acontecer que sempre estariam juntos de alguma maneira,  era a cumplicidade que precisava para manter o sonho ativo. Era como se o céu tivesse mandado um sinal de ter que cumprir alguma coisa, mesmo sabendo  que tinham que enfrentar  obstáculos. 

Um certo dia, Alejandro foi convocado para guerra, e ali Perla, sentira que estaria perdendo-o para sempre. Em lágrimas de tristeza, com o desejo de poder estar dormindo e acordar na certeza de que tudo fosse apenas um mal entendido. Ficara deprimida, e as imagens do tempo que ficaram juntos, dominava seus pensamentos  dia a dia. Silenciosamente haviam entrado na vida um do outro e o tempo jamais apagaria isso. A esperança mantinha-se viva, mesmo com o passar dos dias, semanas, meses e até anos.

Ela envelheceu rejeitando a possibilidade de ser ajudada pela solidariedade de outras pessoas e a solidão virou seu cúmplice. Uma frase que manteve viva em sua mente, era que ' aconteça o que acontecer sempre estariam juntos', e isso fazia com que de alguma maneira ela sentira sua presença. Num certo dia, Perla não acordou mais. Algumas pessoas que ali moravam próximos comentaram com outras pessoas, a admiração desse grande amor, e que ela acreditara que  quando se fosse, tinha certeza que encontraria seu amado em algum lugar.



Keila Cristina
09/02/2016
21:58 hs





domingo, 7 de fevereiro de 2016

Redondezas




O tris da poeira
Tempo que corre mas não passa
Coração à frente
Que seja doce o que terá que ser .


O selo da integridade
O faz tocar com a suavidade os pés ao chão
E alcançar  estrelas.

A luz natural é o melhor caminho
Com segurança no que se sonha
Não terás o barco ancorado.


Num vasto horizonte a frente
Sem se perder ao acaso 
Pela incógnitas do desconhecido.

O querer é mais palpável
Perspectiva de terras firme
No espelho de águas puras
Que nada possa transpor os muros da confiança.




Keila Cristina
07/02/2016
23:23














sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O dia de sempre


Esperar no cais
Viver dia a dia jamais cansa
A espera do saber
Por céus e mares se anda
E a música é a sobremesa da vida.

Subindo a lenta ladeira
Pulsão
Sempre é tempo de lançar sementes
Alimento da alma
Num sonho acordado.

Nas asas da confiança
Não há desespero
É a prova de um sentido oculto da Existência
O desejo profundo
De continuar.

Ao fim da noite
Encontro d'aurora
União de pensamentos e esperança
Sonho de despertares
Como uma borboleta de pólen evasivo.


Keila Cristina
05.02.2016









segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Poetize



Afeto a coisas belas
Arte que não deixa calar
No arquitetar das palavras
Contexto de sentimento
Preciosidade do momento
Catando pensamento
Porção secreta de um bem querer.

Sensibilidade 

Como um sopro na harpa
Na tradução das verdades 
Que se faz sentir.



Demasiadamente

Experiência de vida 
O reverso do verso
O lado direito do avesso
Que a dimensão se torne íntimo
E que prevaleça o desejo de merecer.







Keila Cristina
18/01/2016
21:41 hs















domingo, 17 de janeiro de 2016

Meu barquinho




Na poesia guardo as palavras,
Eu que não sei de quase nada.
Pensamos que sabemos mais do que se sabe,
Pra se compreender o que viu, precisa-se saber bem mais.
Mergulhando na profundidade,
Descobrindo a importância de verdadeiros valores.
Confiança para atravessar,
Que o vento leve o medo.

Dia que nasce,
Epistemológico sem provas científicas,
Aprendendo no ouvir e no sentir.
Na velocidade da correnteza,
Há calmaria do silêncio anônimo,
E que se descobre bons caminhos. 


Como posso acreditar sem duvidar ?
A pergunta tem resposta,
Nessa longa estrada de um tempo curto,
Que acolha a esperança,
E a benção do viver.


Keila Cristina
17.01.2016
11:01 hs